BRUNNA SALVINO, DE CAMPO GRANDE
Mato Grosso do Sul é o estado que mais investiu recursos próprios, provenientes da arrecadação de impostos, taxas e contribuições em 2024. Os dados são do ranking dos estados com maior taxa de investimentos, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CPL), de São Paulo.
O prêmio ao estado que mais investe no país em relação à receita corrente líquida (RCL) foi recebido na última terça-feira (24) pelo governador Eduardo Riedel (PSDB) e pelo secretário de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez, das mãos do diretor-presidente do CPL, Tadeu Barros.
“Agradeço ao CPL pela premiação, mas quero destacar que essa conquista é fruto de trabalho coletivo de uma grande equipe para levar mais investimentos a todos os municípios, sem exceção. É que o planejamos ao iniciar nosso mandato e é o que seguiremos até o final”, observou Riedel.

De acordo com o estudo, em 2024, Mato Grosso do Sul aplicou 15,30% das receitas em diversas áreas, como saúde, educação e infraestrutura. O CPL explica que “o indicador de investimento público deve ser compreendido dentro do pilar de solidez fiscal”, um dos itens que embasa outro ranking, o da Competitividade, também elaborado pela entidade.
De acordo com o estudo, em 2024, Mato Grosso do Sul aplicou 15,30% das receitas em diversas áreas, como saúde, educação e infraestrutura
Dados parciais sobre a prestação de contas do Estado ao Tesouro Nacional mostram que as receitas correntes líquidas de Mato Grosso do Sul atingiram R$ 21,325 bilhões em 2024. Com isso, os investimentos atingiram R$ 3,262 bilhões, ou 15,30% da RCL.
“Buscamos mensurar se o estado possui uma gestão fiscal responsável, se mantém gastos com pessoal sob controle, por exemplo, fato que permite o investimento público em áreas estratégicas para o ganho de produtividade e promoção de crescimento econômico, como infraestrutura”, destaca trecho do relatório a que o MS em Brasília teve acesso.
O ranking aponta ainda Espírito Santo e Mato Grosso em segundo e terceiro lugares, com investimentos de 15,16% e 14,69% das receitas. O top 5 fecha com Pará e Bahia, cujo volume de recursos aplicados atingiram 14,61% e13,85%, respectivamente.
Em relação ao indicador “solidez fiscal”, Mato Grosso do Sul ocupa a quinta colocação, com nota 66,7 do total de 100, segundo o ranking de competividade de 2024.
Em relação ao indicador “solidez fiscal”, Mato Grosso do Sul ocupa a quinta colocação
Equilíbrio fiscal
A gestão de Eduardo Riedel também se destaca no índice capacidade de pagamento (Capag) do Tesouro Nacional. Dados atuais indicam que Mato Grosso do Sul está entre os estados mais bem avaliados, com nota máxima, de A+ (ver quadro).

Isso significa que o governo estadual mantém equilíbrio das contas em relação a todos os indicadores sobre a capacidade pagamento: endividamento, poupança corrente, liquidez relativa e ranking da qualidade fiscal. Em todos os itens, Mato Grosso do Sul recebe nota máxima.
“Estamos fazendo o que foi prometido: responsabilidade fiscal e investimento em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura. Todo o trabalho tem sido feito para melhorar as condições de vida de todos, com acesso a programas sociais, à inclusão digital e à prosperidade”, afirma o secretário Rodrigo Perez.























