BRUNNA SALVINO, DE CAMPO GRANDE
O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP-MS) reafirmou neste sábado (12) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi usado como “boi de piranha” na disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos.
“A imposição da tarifa de 50% pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros escancarou o uso político das relações internacionais. Desde o início, alertamos: colocar o ex-presidente Bolsonaro como peça de contraste numa disputa entre Trump e Lula era um erro estratégico”, destacou o parlamentar, em nota publicada em suas redes sociais.
A expressão “boi de piranha” é utilizada na travessia de grandes rebanhos bovinos em rios no Pantanal, especialmente, onde há presença de cardumes de piranha. O animal fraco ou doente é usado para distrair os peixes, enquanto a boiada atravessa em segurança.
“A imposição da tarifa de 50% pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros escancarou o uso político das relações internacionais”
“Estavam usando seu nome como boi de piranha, e agora até sua própria base admite isso. O resultado está aí: prejuízo para o Brasil, risco ao agronegócio e exposição desnecessária de lideranças que deveriam ser preservadas, não instrumentalizadas”, acrescenta o deputado progressista.
Dr. Luiz Ovando conclui, afirmando que “seguirá firme na defesa do país, da soberania nacional e do produtor rural — que paga a conta enquanto jogam xadrez eleitoral com o nome do Brasil”.
Lula e Trump
Antes mesmo de Donald Trump tomar posse, Lula já desferia críticas contra o líder norte-americano. Em novembro de 2024, o presidente brasileiro disse que a vitória de Trump representava “o nazismo com outra cara”. O clima bélico entre Brasil e EUA se acentuou com os conflitos entre Israel e Palestina e depois contra o Irã.
O presidente brasileiro disse que a vitória de Trump representava “o nazismo com outra cara”
Lula também se reuniu em 2025 com diversos líderes de nações comandadas por ditadores, como Rússia, Venezuela, China, entre outros. Além disso, defendeu que o Brics adote nova moeda em detrimento do dólar, utilizado no comércio entre os países do bloco.
O resultado de tudo isso foram as sanções tarifárias impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, de 50%, a partir de 1º de agosto. Há ainda risco de esse percentual dobrar, segundo ameaças de Trump, caso o Brasil “continue tratando mal o ex-presidente Jair Bolsonaro”.























