BRUNNA SALVINO, DE CAMPO GRANDE
Mato Grosso do Sul atingiu, no segundo trimestre deste ano, a menor taxa de desemprego desde 2012, quando teve início a série histórica avaliada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral), o número de pessoas desempregadas foi de 2,9%.
Com esse resultado, Mato Grosso do Sul atingiu a quarta menor taxa de desemprego do país entre abril e junho, atrás somente de Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,28%, todos na faixa de 2%.
“Mais gente trabalhando significa mais dignidade, oportunidades e melhor qualidade de vida para as famílias sul-mato-grossenses”, afirmou o governador Eduardo Riedel, agora filiado ao PP, comandado no Estado pela senadora Tereza Cristina.

O governo explica que os números positivos são resultado de investimentos, qualificação profissional e políticas voltadas à geração de emprego, os quais fortalecem a economia.
Em relação ao primeiro trimestre de 2025, houve queda de 1,1 ponto percentual, que foi de 4%, e de 0,9 ponto na comparação com o mesmo período de 2024 (3,8%).
Para o secretário de Governo, Rodrigo Perez, os números positivos sobre o mercado de trabalho têm sido perseguidos nos últimos três governos – de Reinaldo Azambuja entre 2015 e 2022 e de Eduardo Riedel a partir de 2023.
“É preciso entender que, de 2015 para cá, há uma mesma equipe buscando consolidar o crescimento econômico do Estado, aliado à preservação do meio ambiente, com a geração de empregos. Estamos no caminho certo, mas o objetivo é fazer com que ninguém esteja desempregado, ou que pelo menos tenhamos oferta de trabalho para todos”, avalia Rodrigo Perez.
“É preciso entender que, de 2015 para cá, há uma mesma equipe buscando consolidar o crescimento econômico do Estado, aliado à preservação do meio ambiente, com a geração de empregos” — Rodrigo Perez, secretário de Governo
Capital
A diferença em relação à média nacional (5%) é de 2,1 pontos percentuais. Em Campo Grande, a taxa de desocupação foi de 4,3%, oitava menor entre as capitais brasileiras.
Para o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, os números reforçam a solidez do mercado de trabalho estadual. “É importante destacar, em primeiro lugar, que devemos comemorar a taxa de desocupação de 2,9% registrada no segundo trimestre. No trimestre anterior, estávamos em torno de 4%, e no mesmo período do ano passado, 3,8%. Portanto, 2,9% representam praticamente um recorde histórico de desemprego pequeno”, destaca Verruck.
Informais caem
Outro indicador de destaque é a taxa de informalidade, que mede o percentual de pessoas ocupadas sem carteira assinada ou que trabalham por conta própria sem CNPJ.
No Estado, o índice ficou em 32%, é o 3º menor já registrado na série histórica para um segundo trimestre. A taxa de subutilização da força de trabalho foi de 9,8%, atingindo 281 mil pessoas, enquanto o percentual de desalentados recuou para 0,8%.
“É importante destacar, em primeiro lugar, que devemos comemorar a taxa de desocupação de 2,9% registrada no segundo trimestre” — Jaime Verruck, secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico
O rendimento médio real habitual do trabalho principal foi de R$ 3.466, alta de 2,09% na comparação com o mesmo período de 2024 (R$ 3.395), embora tenha registrado queda em relação ao trimestre anterior (R$ 3.891).
No recorte por setor, a maior parte dos trabalhadores sul-mato-grossenses está empregada na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (20,9%), seguida pelo comércio e reparação de veículos (19,3%) e pela agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (10,7%). O mercado formal concentra 67,9% dos ocupados.
O secretário lembra que a boa performance do mercado de trabalho também foi favorecida pela recuperação da safra e pela retomada da atividade industrial.
Com informações da Secretaria-Executiva de Comunicação de MS
























