POR ANTONIO CARLOS TEIXEIRA (*)
Meu limite como torcedor do Santos foi ultrapassado. Achei que jamais diria isso, mas o que tenho presenciado nos últimos tempos — e especialmente ontem — foi a gota d’água.
Mais uma vez, o clube foi prejudicado pela arbitragem e novamente nenhum dirigente saiu em sua defesa, mesmo havendo muita gente voltada exclusivamente ao futebol.
Esse silêncio me incomoda profundamente. Já encaminhei diversas mensagens ao presidente Marcelo Teixeira pedindo providências contra os sucessivos erros de arbitragem. Sempre fui recebido com atenção, mas, na prática, nada foi feito.
Mais uma vez, o clube foi prejudicado pela arbitragem e novamente nenhum dirigente saiu em sua defesa
E isso fere o torcedor. Quando o clube não se posiciona, o santista sofre em dobro: é como torcer por um time sem voz, que apanha a cada rodada sem ninguém levantar a mão para defendê-lo.
Ontem, contra o Bahia, houve um pênalti claríssimo. O VAR sequer chamou o árbitro para revisar. Um lance que, em outras partidas, é marcado sem qualquer discussão.
A revolta tomou conta das redes sociais, mas de nada adiantará: a diretoria segue calada, como se fosse mais importante manter “boa relação” com a CBF do que defender a instituição Santos Futebol Clube.
Ontem, contra o Bahia, houve um pênalti claríssimo. O VAR sequer chamou o árbitro para revisar
Ora, relação de respeito tem que ser recíproca. Exigir arbitragem correta não atenta contra a autonomia de ninguém. O Santos tem que se posicionar contra a CBF e exigir punição aos árbitros de campo e do VAR.
E não foi só ontem. Contra o Vasco, domingo retrasado, apesar do vexame no segundo tempo, a arbitragem novamente interferiu no resultado: não expulsou o volante Hugo Moura e validou um gol após a bola sair claramente. O Santos não deu um pio.
De que adianta Marcelo Teixeira posar ao lado do técnico da Seleção se, ao mesmo tempo, não cobra firmeza contra os erros da arbitragem? Essa é a relação que ele busca com a CBF? Estender a mão para sermos esbofeteados a cada rodada?
Contra o Vasco, domingo retrasado, apesar do vexame no segundo tempo, a arbitragem novamente interferiu no resultado
Não quero isso para o meu time. Desde dezembro de 2024, percebo honestidade de propósito na gestão de Marcelo Teixeira. O Santos pode errar, mas não por dolo — e sim por tentativas genuínas de acertar.
Mas nada é mais revoltante do que ver a diretoria aceitar passivamente erros que comprometem o clube, como um cordeiro ferido, de cabeça baixa, esperando o fim.
Se essa postura continuar, o Santos corre sério risco de sofrer sua segunda queda para a Série B — alerta que já enviei pelo menos quatro vezes ao presidente.
Nada é mais revoltante do que ver a diretoria aceitar passivamente erros que comprometem o clube
Tudo isso, evidentemente, contou com a providencial colaboração de técnicos mal escolhidos — como Cléber Xavier, ex-auxiliar de Tite — cuja demissão, aliás, levou mais de um mês para se concretizar.
(*) Torcedor e sócio do Santos, jornalista, assessor em órgão público, pós-graduado em Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e especialista em Criptoativos – Rastreamento, Ilícitos Criminais e Tributários (RFB).
Perfil Twitter: @actbrasilia



























