EDITORIAL
Com a possível desistência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de disputar a Presidência em 2026, o campo político de direita e do centro busca alternativas reais para enfrentar Lula e o populismo de terceiro mundo que domina o país.
Quatro governadores despontam como nomes viáveis: Romeu Zema (MG), Eduardo Leite (RS), Ratinho Jr (PR) e Ronaldo Caiado (GO).
Entre eles, Leite é o menos confiável. Sempre oscilou entre a direita e a esquerda, sem firmeza, sem enfrentamento e sem posicionamento claro diante dos abusos do Supremo Tribunal Federal, liderados por Alexandre de Moraes.
Zema tem perfil técnico e poderia compor bem como vice-presidente. Na cabeça de chapa, o nome mais forte é Ratinho Jr, excelente gestor, popular e dono de um sobrenome que abre portas em todas as classes sociais.
Zema tem perfil técnico e poderia compor bem como vice-presidente
Herdar o nome do pai, o comunicador Ratinho, é seu maior trunfo político, símbolo de quem sabe se comunicar com as camadas mais simples do país.
Caiado, por sua vez, vem se aproximando de ministros do STF em eventos e celebrações, movimento que inspira cautela. Contudo, tem a seu favor o antipetismo, desde os tempos de deputado federal e senador.
O Brasil de 2027 não precisará de políticos dispostos a blindar juízes ou autoridades, mas de líderes comprometidos em enfrentar os problemas políticos e recolocar o país na rota do crescimento econômico e social.
Ratinho Jr alia popularidade, capacidade administrativa e boa comunicação, virtudes herdadas e aprimoradas ao longo da carreira.
O Brasil de 2027 não precisará de políticos dispostos a blindar juízes ou autoridades
Seu discurso chegaria com facilidade ao Nordeste, reduto histórico do PT, onde o eleitorado mais sente os efeitos da estagnação.
Com um programa de governo sólido, realista e voltado ao desenvolvimento regional, Ratinho Jr poderia mostrar que, após 17 anos de domínio petista, nada mudou na vida das pessoas.
O Nordeste, então, teria de escolher: permanecer no atraso com o velho e o conhecido, ou apostar no novo, no moderno, no que pode de fato transformar a realidade.
Mas para isso, a direita e o centro precisam superar as vaidades e se unir em torno de um projeto nacional.
Derrotar o lulismo exigirá estratégia, coerência e união. O PT e seus aliados farão de tudo para prolongar o poder, como já havia anunciado José Dirceu, condenado na Lava Jato e libertado por decisão do STF.
A direita e o centro precisam superar as vaidades e se unir em torno de um projeto nacional
Uma chapa Ratinho Jr e Romeu Zema seria o ponto de virada, com força e chances reais de vitória. O inimigo é comum e bem conhecido: Lula, o PT e a máquina de poder que sustentam.
Os mesmos que estão por trás de escândalos sucessivos e agora tentam bloquear a CPMI que investiga o roubo dos aposentados do INSS — fonte de parte do dinheiro que banca campanhas milionárias e perpetua o sistema.



























