DE BRASÍLIA
Reza a lenda que o Curupira protege a floresta expulsando, na marra, quem não deveria estar lá.
Diante do incêndio da COP, a organização do evento talvez queira abraçar essa versão mística. Afinal, alguém assumir a responsabilidade por trancar a elite global num galpão com fiação capenga, goteiras e saídas bloqueadas não vai rolar.
Enquanto boa parte do noticiário doméstico se limita às versões oficiais, exaltando a eficiência cinematográfica e o heroísmo estatal, a imprensa internacional expõe o colapso com menos filtro.
BBC, The Guardian, The New York Times e muitos outros não falam sobre “retirada ordeira”, mas sim sobre pânico de diplomatas correndo às cegas por corredores tomados por fumaça.
BBC, The Guardian, The New York Times e muitos outros não falam sobre “retirada ordeira”
A tragédia anunciada. A zona azul já operava sob intervenção militar após a invasão de grupos indígenas e ambientalistas. A catástrofe tinha quase que data marcada.

Simon Stiell, chefe do Clima da ONU, já havia enviado uma carta oficial ao governo brasileiro alertando explicitamente sobre infiltrações, goteiras atingindo redes elétricas e a precariedade estrutural dos pavilhões. Em vários aspectos, o aviso foi ignorado.
Mas, a Força Nacional e a segurança da ONU adotaram um protocolo de segurança para evitar outras invasões. Fecharam várias rotas de acesso e, portanto, também as rotas de saída.
A zona azul já operava sob intervenção militar após a invasão de grupos indígenas e ambientalistas. A catástrofe tinha quase que data marcada
Todo mundo sabe que COP nenhuma vai controlar o “superaquecimento global”. Agora, o Brasil brasiluleiro ajudou a provar que não conseguem evitar nem mesmo o superaquecimento da fiação das instalações do evento.
Previsível, perigoso e humilhante. O clima definitivamente não é o maior problema com o qual precisamos conviver no Brasil.
Fonte: Não É Imprensa, parceiro do MS em Brasília



























