BRUNNA SALVINO, DE CAMPO GRANDE
O governador Eduardo Riedel colocou em funcionamento, no último sábado (20), o Hospital Regional de Dourados (HRD) Olga Castoldi Parizotto.
A ativação da Unidade 1 consolida o planejamento estruturado da saúde no sul de Mato Grosso do Sul e marca um novo modelo de organização da rede assistencial.
Com a nova unidade, o Estado avança na regionalização da saúde, redesenhando fluxos, fortalecendo a média e a alta complexidade fora da Capital e garantindo atendimento mais próximo da população.

O hospital integra um projeto iniciado em outubro, com a inauguração da Policlínica Cone Sul, concebida como centro de diagnóstico e especialidades e porta de entrada da rede regional.
Com a nova unidade, o Estado avança na regionalização da saúde
Durante a solenidade, Riedel afirmou que o HRD representa um marco para Dourados e para toda a região sul. Segundo ele, a unidade faz parte de uma nova arquitetura da saúde estadual, baseada em critérios técnicos, científicos e na capacidade instalada de cada região.

“É uma estratégia pensada com base em dados, que unifica serviços e melhora a regulação”, destacou.
O hospital inicia as atividades com 100 leitos, com previsão de ampliação nos próximos meses. “Em abril ou maio, mais 92 leitos serão entregues no novo prédio”, afirmou o governador.
A reorganização da rede estabelece que municípios médios concentrem atendimentos de média complexidade, enquanto cidades maiores, como Dourados, assumem a alta complexidade, reduzindo a pressão histórica sobre os hospitais de Campo Grande.
“É uma estratégia pensada com base em dados, que unifica serviços e melhora a regulação” — Governador Eduardo Riedel
Riedel também destacou três demandas prioritárias da população da Grande Dourados: o aeroporto, o hospital e o abastecimento de água para comunidades indígenas. “São temas centrais para a região e estão no foco das ações do governo”, afirmou.

Altos investimentos
Os investimentos no complexo de saúde de Dourados somam R$ 134,1 milhões, considerando obras e equipamentos. Desse total, R$ 89,53 milhões são recursos estaduais e R$ 44,56 milhões federais.
Somente em equipamentos, o aporte chega a R$ 39,29 milhões, sendo R$ 26,39 milhões destinados ao Hospital Regional e R$ 12,89 milhões à Policlínica Cone Sul.
Ao discursar, o prefeito de Dourados, Marçal Filho, destacou que a iniciativa foi assumida pelo Governo do Estado e consolidada como um equipamento estratégico para toda a região sul.
Segundo ele, o governador deu continuidade à obra ciente de sua importância não apenas para Dourados, mas para os 34 municípios atendidos, beneficiando cerca de um milhão de pessoas.

O prefeito Marçal Filho destacou que a iniciativa foi assumida pelo Governo do Estado e consolidada como um equipamento estratégico para toda a região sul
O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, afirmou que o novo desenho da rede representa um salto de eficiência. “A regionalização reduz deslocamentos, melhora a resolutividade e fortalece todo o sistema”, afirmou.
O hospital beneficiará diretamente 34 municípios da região sul e cerca de 900 mil pessoas. Antes mesmo da abertura oficial, a unidade realizou sua primeira cirurgia, no dia 15 de dezembro.

Para o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez, a entrada em funcionamento do hospital integra o planejamento da atual gestão, voltado à melhoria da qualidade de vida da população. “Há um compromisso claro: tudo o que se faz nesta gestão tem como objetivo atender às necessidades das pessoas”, afirmou.
“A regionalização reduz deslocamentos, melhora a resolutividade e fortalece todo o sistema” — Maurício Simões Corrêa, secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul
Estrutura
Localizado às margens da BR-463, o hospital conta, nesta primeira etapa, com 100 leitos — sendo 59 de internação, 20 de UTI (10 adultos e 10 pediátricos) e 21 de cuidados imediatos — além de quatro salas cirúrgicas.
A unidade está preparada para procedimentos em áreas como cirurgia geral, ortopedia, ginecologia, urologia, oftalmologia, vascular e outras especialidades.

O HRD terá expansão gradual até 2026, quando passará a operar com 192 leitos, incluindo a ativação da hemodinâmica e de uma quinta sala cirúrgica. A unidade inicia as atividades com processos totalmente digitalizados, como prontuário eletrônico, gestão de leitos e integração com a regulação estadual.
“Tudo o que se faz nesta gestão tem como objetivo atender às necessidades das pessoas” — Rodrigo Perez, secretário de Governo
O hospital leva o nome de Olga Castoldi Parizotto, em reconhecimento à sua trajetória e contribuição para o desenvolvimento de Dourados e da região. Radicada no município desde 1975, destacou-se no agronegócio e em ações de beneficência. O terreno onde o hospital foi construído foi doado por seus filhos.
Com informações da Secretaria-Executiva de Comunicação de MS
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