BRUNNA SALVINO, DE CAMPO GRANDE
O presidente do MDB em Mato Grosso do Sul, ex-senador Waldemir Moka, afirmou que a população está cansada da polarização entre Lula e Bolsonaro e defendeu que a eleição presidencial de 2026 tenha um candidato de centro-direita como alternativa.
A fala do atual secretário-executivo de Relações Institucionais do governo de MS, em Brasília, ocorreu durante entrevista ao site Primeira Página, da TV Morena, em Campo Grande (ver aqui entrevista completa).
“Eu penso que, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro não possa ser o candidato por causa da inelegibilidade, o nome capaz de unir o centro-direita é o governador de São Paulo (Tarcísio Gomes de Freitas). Eu penso que ele tem essa capacidade por governar um Estado como São Paulo”, afirmou.
“Eu penso que, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro não possa ser o candidato por causa da inelegibilidade, o nome capaz de unir o centro-direita é o governador de São Paulo” — Ex-senador Moka
Afirmou conhecer um presidenciável, já em pré-campanha, que estaria disposto a abrir mão de sua candidatura para apoiar o governador de São Paulo. “Evidentemente que o candidato mais competitivo seria o ex-presidente Bolsonaro”, reitera o ex-senador.
Moka destaca que Tarcísio é servidor federal de carreira e que já participou de diversas reuniões com o atual governador paulista. Ressalta ser um quadro técnico, com visão de gestão acima da média e perfil conciliador.
Político experiente e respeitado no Estado e no Congresso, o ex-senador avalia que o Brasil tem permitido que o debate ideológico se sobreponha a temas essenciais para a população, como saúde, educação e infraestrutura.
“Os discursos têm sido na direção ideológica, seja da esquerda, seja da direita. Isso não deveria ser levado para o debate no Senado e na Câmara. Ali é lugar para discutir os problemas da nação”, argumenta.
Ex-senador avalia que o Brasil tem permitido que o debate ideológico se sobreponha a temas essenciais para a população, como saúde, educação e infraestrutura
Simone Tebet
Questionado sobre a possibilidade de a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disputar uma vaga no Senado por Mato Grosso do Sul, o ex-senador foi enfático ao afirmar que a emedebista não teria espaço.
“Como ministra do Lula, conhecendo a coerência dela, vai pedir votos ao Lula ou para o candidato indicado por ele. E aqui no Estado isso é complicado. O MDB vai subir no palanque do governador Riedel. Ela vai pedir votos para Lula”? questiona Moka.
O presidente estadual do MDB afirma, entretanto, que a ministra teria vaga para disputar o Senado, mesmo a contragosto da legenda no Estado.
“Como ministra do Lula, conhecendo a coerência dela, vai pedir votos ao Lula ou para o candidato indicado por ele. E aqui no Estado isso é complicado” — Moka sobre Simone Tebet
“Mesmo que o MDB de Mato Grosso do Sul não aprove o seu nome, no outro dia a executiva nacional pode colocar o nome dela na disputa”, afirmou Moka, ao mencionar a preponderância nacional da sigla na definição de candidaturas.
Na entrevista, Moka revelou ter tido acesso a uma pesquisa interna indicando que a maioria dos diretórios estaduais é contrária à reeleição do presidente Lula.
“Aqui o MDB está fechado com a reeleição do governador Eduardo Riedel e apoiará o candidato a presidente da direita ou centro-direita”, reafirmou.























