LARISSA ARRUDA | DE BRASÍLIA
Em pouco mais de três anos, os três senadores e os oito deputados federais de Mato Grosso do Sul gastaram R$ 14,1 milhões em dinheiro público, por meio da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), o chamado “cotão”.
Somente com despesas relacionadas à divulgação dos mandatos, o valor chegou a R$ 7,8 milhões, o equivalente a mais da metade de todos os gastos reembolsados no período.
Os campeões em despesas com divulgação parlamentar são os deputados federais Geraldo Resende (União Brasil), com R$ 993 mil; Marcos Pollon (PL), com R$ 955 mil; e Rodolfo Nogueira (PL), que já consumiu R$ 928 mil.
MAIORES GASTOS COM DIVULGAÇÃO DO MANDATO
| Posição | Parlamentar | Valor |
|---|---|---|
| 1º | Geraldo Resende | R$ 993.551,57 |
| 2º | Marcos Pollon | R$ 954.294,95 |
| 3º | Rodolfo Nogueira | R$ 928.340,65 |
| 4º | Beto Pereira | R$ 867.537,20 |
| 5º | Camila Jara | R$ 814.627,72 |
| 6º | Vander Loubet | R$ 774.811,00 |
| 7º | Dagoberto Nogueira | R$ 700.418,21 |
| 8º | Dr. Luiz Ovando | R$ 610.977,27 |
Levantamento: MS em Brasília Fonte: Portais da Transparência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal
O cotão é utilizado para custear despesas variadas dos parlamentares federais, como aluguel e manutenção de escritórios nos estados, combustíveis, aluguel de veículos, hospedagens, contas de água, energia e telefone, além de assinaturas de jornais, sites, revistas e serviços de divulgação das atividades parlamentares.
Apesar do alto volume de recursos públicos envolvidos, os gastos não passam por fiscalização rigorosa da Câmara dos Deputados e do Senado.
Segundo as duas Casas, cabe ao próprio parlamentar a responsabilidade pelas despesas apresentadas, enquanto os setores administrativos apenas verificam se os pedidos de reembolso se enquadram nas regras da CEAP.
Apesar do alto volume de recursos públicos envolvidos, os gastos não passam por fiscalização rigorosa da Câmara dos Deputados e do Senado
A fragilidade do controle abre margem para questionamentos, especialmente nos gastos com divulgação parlamentar, já que as notas fiscais apresentadas não exigem comprovação detalhada da efetiva prestação dos serviços contratados.
No ranking geral de despesas entre janeiro de 2023 e abril de 2026, o deputado federal Beto Pereira (Republicanos) aparece na liderança, com R$ 1,91 milhão em gastos reembolsados. Geraldo Resende surge em seguida, com R$ 1,9 milhão, enquanto Dagoberto Nogueira (PP) fecha o top 3, com R$ 1,86 milhão.

De acordo com levantamento do MS em Brasília com base nos portais de transparência da Câmara e do Senado, Rodolfo Nogueira ocupa a quarta posição, com R$ 1,85 milhão em despesas, seguido pela deputada Camila Jara (PT), que acumula R$ 1,84 milhão.
No ranking geral de despesas entre janeiro de 2023 e abril de 2026, o deputado federal Beto Pereira (Republicanos) aparece na liderança, com R$ 1,91 milhão em gastos
Na sequência aparecem Vander Loubet (PT), com R$ 1,8 milhão, e Marcos Pollon, com R$ 1,74 milhão. O deputado que menos utilizou recursos da CEAP no período foi Dr. Luiz Ovando (PP), com R$ 1,72 milhão em despesas reembolsadas.
Valor das cotas
Entre os senadores, Nelsinho Trad (PSD) lidera os gastos desde 2023, com R$ 1,4 milhão. Soraya Thronicke (PSDB) aparece em seguida, com R$ 1,3 milhão, enquanto Tereza Cristina (PP) soma R$ 766 mil.

Embora Trad e Thronicke tenham assumido mandatos de oito anos em fevereiro de 2019, o levantamento do MS em Brasília considerou apenas as despesas realizadas a partir de 2023, para garantir a comparação no mesmo período dos demais integrantes da bancada federal.
Entre os senadores, Nelsinho Trad (PSD) lidera os gastos desde 2023, com R$ 1,4 milhão
Apesar de o Senado ser considerado a Câmara Alta, os valores disponíveis para os senadores são menores do que os destinados aos deputados federais. A CEAP dos senadores varia entre R$ 37.981,59 e R$ 56.402,39, conforme o estado de origem. Já os deputados federais de Mato Grosso do Sul têm direito a cerca de R$ 52 mil mensais para custeio das atividades parlamentares.




















