LARISSA ARRUDA, DE BRASÍLIA
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) voltou a causar polêmica no Senado. Durante a sabatina, na quarta-feira (12), que tratou da recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República, a parlamentar pediu que o Ministério Público Federal investigue os advogados que defendem os réus dos atos de 8 de janeiro.
Sem apresentar provas, Soraya afirmou que, durante a CPI sobre os episódios de janeiro de 2023, não houve tempo para investigar denúncia de que alguns profissionais estariam sendo pagos por terceiros para defender esses réus e conduzir os depoimentos para não incriminar supostos financiadores dos atos.
Ocorre que denúncia nesse sentido já foi arquivada pela Procuradoria-Geral.
A declaração provocou forte reação entre advogados, especialmente os ligados à direita. Em nota, o Movimento Advogados de Direita Brasil criticou duramente a postura da senadora:
“Esperar o quê de uma parlamentar que flerta com o relativismo constitucional e escolhe quais advogados merecem proteção, de acordo com o réu que defendem?”, diz o texto.
O grupo afirmou ainda que “chama atenção o fato de a senadora, tão afeita a discursos constitucionalistas, demonstrar não compreender minimamente o alcance dos artigos 140 e 142 da Constituição, confundindo institutos e alimentando interpretações completamente distorcidas”.
A entidade repudiou qualquer tentativa de investigar ou criminalizar advogados por sua atuação profissional na defesa de réus, sejam eles ligados ao 8 de Janeiro ou a outros casos, e conclamou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de outras associações da categoria, a se manifestarem em defesa das prerrogativas da advocacia e do direito de defesa, sem seletividade ideológica.























