BRUNNA SALVINO, DE CAMPO GRANDE
Mesmo diante de um cenário de frustração de receitas, o governo de Mato Grosso do Sul manterá um elevado nível de investimentos em 2026. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA), sancionado nesta semana pelo governador Eduardo Riedel, prevê R$ 3,44 bilhões para obras e projetos nos 79 municípios do Estado.
O montante corresponde a 12,65% do orçamento total, estimado em R$ 27,19 bilhões para o próximo ano. Desse total, R$ 18,64 bilhões referem-se ao orçamento fiscal e R$ 8,55 bilhões ao orçamento da seguridade social.
Em comparação com 2025, o orçamento estadual registra crescimento nominal de cerca de 3%, passando de R$ 26,4 bilhões para R$ 27,19 bilhões. A previsão de investimentos para esse ano foi de R$ 3,33 bilhões, o equivalente a 12,61% do orçamento.
Em comparação com 2025, o orçamento estadual registra crescimento nominal de cerca de 3% em 2026
Em 2024, os investimentos somaram R$ 3,82 bilhões, o maior volume do período, representando 14,98% do orçamento daquele ano. Já em 2023, primeiro ano da gestão Eduardo Riedel, o Estado aplicou R$ 2,61 bilhões, o equivalente a 11,84% da dotação orçamentária.
Segundo o governo, a manutenção de 12,65% do orçamento destinado a investimentos em 2026 demonstra um padrão elevado e estável de priorização da área, mesmo diante do crescimento das despesas de custeio e da ampliação das obrigações permanentes do Estado.
“O montante reservado para investimentos reforça a política fiscal de preservar a capacidade de investimento, assegurando o desenvolvimento por meio da melhoria da infraestrutura e dos serviços públicos”, destaca o Executivo estadual.
“O montante reservado para investimentos reforça a política fiscal de preservar a capacidade de investimento” — Governo do Estado em comunicado
O secretário de Estado de Fazenda, Flávio César de Oliveira, afirma que a LOA vai além de um instrumento técnico. “Ela expressa o compromisso de Mato Grosso do Sul com uma gestão fiscal responsável e de longo prazo, voltada à eficiência do gasto público e à sustentabilidade financeira”, disse.
Frustração de receitas
A proposta orçamentária evidencia a capacidade do Estado de manter o nível de investimento público mesmo em um contexto adverso.
A queda nas importações de gás natural da Bolívia, que reduziu significativamente a arrecadação de ICMS, e os impactos da quebra de safra impuseram desafios adicionais à receita estadual, segundo a Secretaria de Fazenda (Sefaz).
O governador Eduardo Riedel explica que, ainda assim, o governo manteve o compromisso com o investimento produtivo e o atendimento à população, adotando medidas de ajuste fiscal, como a redução de até 25% no custeio da máquina pública.
O governador Eduardo Riedel explica que, ainda assim, o governo manteve o compromisso com o investimento
“Essa decisão foi conduzida com responsabilidade e planejamento, para garantir a continuidade dos investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação e segurança pública”, afirmou.
Apesar do cenário fiscal mais restritivo, o governo manteve a alíquota modal do ICMS em 17%, a menor do país. A medida reforça o modelo de gestão fiscal que busca preservar o ambiente de negócios e incentivar o investimento privado.
Com informações da Secretaria-Executiva de Comunicação de MS























