EDITORIAL
Em qualquer país que realmente respeitasse suas leis e sua Constituição, ao menos seis dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal já teriam sido alvo de processos de impeachment.
A imagem que ilustra este texto, ainda que criada com auxílio de inteligência artificial, sintetiza com precisão a percepção de grande parte da população sobre o comportamento atual da Corte.
Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes aparecem envolvidos, de diferentes formas, no escândalo que envolve o Banco Master.
Toffoli viajou para assistir à final entre Palmeiras e Flamengo, em Lima, no Peru, no mesmo avião utilizado pelo advogado da instituição financeira.
Já em relação a Moraes, reportagem de O Globo revelou que a empresa da qual sua esposa é sócia mantém um contrato de R$ 129 milhões com o banco.
Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes aparecem envolvidos no escândalo que envolve o Banco Master
São situações que, em qualquer país com rigor institucional, provocariam abalos profundos e dificilmente deixariam pedra sobre pedra.
As sucessivas atitudes questionáveis de alguns ministros se tornaram motivo de vergonha para o Judiciário brasileiro.
É inconcebível que uma nação com 113 milhões de pessoas seja submetida a decisões que, não raramente, afrontam princípios constitucionais básicos.
Falta à Corte o pudor institucional esperado de quem deveria ser não apenas a instância final de disputas judiciais, mas também referência de imparcialidade, correção e defesa intransigente do devido processo legal.
Sem perseguições políticas, sem decisões movidas por ressentimento e sem qualquer vestígio de desejo de vingança.
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