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Home Meio Ambiente

TCU aponta falhas do Governo federal no combate às queimadas no Pantanal

Tribunal cobra planejamento e estudos sobre obras contra secas e estiagens após auditoria na política de prevenção a desastres

REDAÇÃO Por REDAÇÃO
11 de dezembro de 2025
em Meio Ambiente, Política
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TCU aponta falhas do Governo federal no combate às queimadas no Pantanal

Auditoria do Tribunal de Contas da União constatou pouca efetividade das ações do Governo federal contra as queimadas no Pantanal (Foto: Arquivo / Divulgação)

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LARISSA ARRUDA, DE BRASÍLIA

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas na atuação do Governo federal no apoio às ações de combate às queimadas no Pantanal e na Amazônia em 2023 e 2024. As conclusões fazem parte de uma auditoria operacional sobre a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC), que analisou o período de 2012 a 2024.

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Além de apontar repasses de recursos abaixo das necessidades, os ministros defendem que o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional elabore estudos para avaliar a execução de obras destinadas a enfrentar secas e estiagens extremas na região.

A auditoria destaca três causas principais para os problemas identificados:

• frágil alinhamento entre os órgãos responsáveis pelas obras preventivas e as diretrizes da PNPDEC;
• execução de obras sem diagnóstico adequado de riscos, medidas de enfrentamento e definição de responsabilidades;
• baixa transparência, com pouca participação dos beneficiários no acompanhamento dos projetos.

As conclusões fazem parte de uma auditoria operacional sobre a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil

Diante do cenário, o tribunal recomendou que a Casa Civil articule, com os demais órgãos envolvidos, a criação de normas específicas para aperfeiçoar a governança e a gestão das obras de prevenção a desastres.

O TCU defende que o planejamento seja realizado com apoio de instituições especializadas em clima, capazes de produzir informações essenciais para orientar ações de mitigação.

“Espera-se que essa ação de planejamento e gestão de risco possa induzir a realização de empreendimentos contra secas, na busca de resiliência e diminuição da vulnerabilidade das populações expostas a novos desafios climáticos”, afirmou o relator do processo, ministro Walton Alencar Rodrigues.

O TCU defende que o planejamento seja realizado com apoio de instituições especializadas em clima

O relatório também critica o valor considerado ínfimo dos repasses e a falta de controle sobre as obras. “As transferências federais para prevenção apresentam percentuais elevados de objetos inconclusos, paralisados ou com atrasos que demandam reiteradas alterações de cronograma”, destacou o ministro.

Sobre o Pantanal Sul-Mato-Grossense, o tribunal informa que houve apenas um repasse ao governo estadual, voltado a obras de macrodrenagem contra enchentes no programa de Gestão de Riscos e Desastres. No caso da Amazônia, foram identificadas transferências para obras de contenção de erosão fluvial no Pará e no Amazonas.

“Em todos os casos, as obras não se destinam a prevenir desastres por secas e estiagens, tampouco a mitigar seus impactos”, alerta o relatório.

O relatório também critica o valor considerado ínfimo dos repasses e a falta de controle sobre as obras

A Corte aponta que esse cenário pode agravar o risco de calamidades e comprometer a efetividade do gasto público em ações estruturantes, com impactos socioeconômicos e ambientais.

A auditoria, contudo, elogiou o trabalho de monitoramento climático realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e pelo MapBiomas.

Segundo o MapBiomas, o Pantanal foi o bioma que mais secou nas últimas décadas, com redução de 61% da superfície de água em 2023 em relação à média histórica.

No mesmo período, os incêndios se intensificaram: entre 1985 e 2023, 8,9 milhões de hectares, ou 59% do bioma, foram queimados — sendo que 7,2 milhões de hectares queimaram duas ou mais vezes, prejudicando a regeneração dos ecossistemas.

Outro lado

O MS em Brasília encaminhou, na manhã de quarta-feira (10), pedido de explicações ao Ministério da Integração Nacional sobre a auditoria, mas não teve resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço está aberto para a manifestação do Governo federal.

Tags: AçõesAmazôniaauditoriacasa civildecisãoFalhasGoverno federalMato GrossoMato Grosso do Sulministério da integração nacionalobrasPantanalpopulações afetadasQueimadasTCU
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