LARISSA ARRUDA, DE BRASÍLIA | BRUNNA SALVINO, DE CAMPO GRANDE
“Mato Grosso do Sul é um dos estados que mais avançaram economicamente no Brasil nas últimas décadas, com forte crescimento econômico, aumento de renda e melhoria dos indicadores de desenvolvimento humano.”
A avaliação não partiu de um político em discurso oficial nem de representantes do governo estadual. Ela foi feita pelo economista Ricardo Amorim, considerado pela revista Forbes o profissional mais influente do Brasil em sua área.
Em publicação nas redes sociais, Amorim analisou o desempenho econômico de Mato Grosso do Sul e destacou fatores como atração de investimentos, expansão industrial e avanços sociais (VER AQUI).

Ao abordar o tema, o economista classificou Mato Grosso do Sul como o “dragão brasileiro”, em referência às economias que registraram crescimento acelerado nas últimas décadas.
“O estado combina um agronegócio de escala global com uma nova fronteira industrial baseada em sustentabilidade”, afirmou.
O economista classificou Mato Grosso do Sul como o “dragão brasileiro”, em referência às economias que registraram crescimento acelerado nas últimas décadas
Amorim observou ainda que Mato Grosso do Sul possui cerca de 2,8 milhões de habitantes, aproximadamente um terço da população do Paraguai, mas apresenta um Produto Interno Bruto (PIB) de tamanho semelhante ao do país vizinho.
Produção agroindustrial
Segundo o economista, esse resultado é fruto de uma economia altamente especializada na produção agroindustrial. O Estado está entre os principais produtores brasileiros de soja, milho, cana-de-açúcar e proteína animal, com destaque para a pecuária bovina.
“A cadeia agropecuária sul-mato-grossense opera em escala comparável à dos casos mais bem-sucedidos de outros países da América do Sul”, ressaltou.
Outro ponto destacado foi a transformação industrial vivida por Mato Grosso do Sul nos últimos anos, especialmente com a consolidação do Estado como um dos principais polos mundiais da indústria de celulose.

“Investimentos bilionários transformaram Mato Grosso do Sul em referência global em bioeconomia e indústria de baixo carbono. Se fosse um país, o estado estaria entre os maiores exportadores de celulose do mundo”, argumentou.
Resultado é fruto de uma economia altamente especializada na produção agroindustrial
O economista também chamou atenção para a vocação exportadora do Estado, que considera profundamente integrada às cadeias globais de valor.
Segundo ele, a infraestrutura logística conecta Mato Grosso do Sul aos principais portos brasileiros e fortalece sua integração estratégica com o Mercosul.
Capital Campo Grande
Amorim dedicou parte da análise à capital sul-mato-grossense. Para ele, Campo Grande reúne atributos que fortalecem sua posição como centro regional de desenvolvimento.
“É um centro urbano organizado, com custo de vida competitivo para a realidade brasileira e boa qualidade de vida, além de desempenhar papel cada vez mais relevante como polo de serviços, logística e decisões estratégicas”, destacou.
“É um centro urbano organizado, com custo de vida competitivo para a realidade brasileira e boa qualidade de vida” — Ricardo Amorim sobre Campo Grande
Ao concluir sua avaliação, Ricardo Amorim afirmou que Mato Grosso do Sul se consolidou como uma moderna plataforma de produção de alimentos, fibras e energia renovável.
“O estado mostra que é possível crescer rapidamente não apenas com um agro pujante, mas também por meio da agregação de valor à produção, da industrialização, da sustentabilidade e da inovação”, concluiu.
Gestões austeras
O avanço econômico de Mato Grosso do Sul ganhou força após a reorganização fiscal promovida pelo governo de André Puccinelli (MDB) e se consolidou durante as duas gestões de Reinaldo Azambuja (2015-2022), pré-candidato ao Senado pelo PL.

Nesse período, o Estado aprofundou o ajuste das contas públicas e ampliou as políticas de atração de investimentos privados.
Eleito para sucedê-lo em 2022, Eduardo Riedel (PP) manteve a estratégia baseada na industrialização, na atração de empresas e no fortalecimento dos programas sociais, modelo apontado por especialistas como um dos fatores por trás do crescimento econômico sul-mato-grossense.
O avanço econômico de Mato Grosso do Sul se consolidou durante as duas gestões de Reinaldo Azambuja
Ao comentar a análise de Ricardo Amorim, o governador afirmou que o atual momento vivido por Mato Grosso do Sul é resultado de um trabalho construído ao longo dos últimos anos.
“Mato Grosso do Sul vive um grande momento, fruto de planejamento, trabalho conjunto e de uma visão de desenvolvimento que alia produção, sustentabilidade e oportunidades para as pessoas”, declarou.






















