BRUNNA SALVINO | DE CAMPO GRANDE
Pressionada pelo baixo desempenho e alto índice de rejeição nas pesquisas de intenção de voto para o Senado, a senadora Soraya Thronicke (PSB) teria desistido da disputa pela reeleição e negocia integrar a chapa do deputado federal Vander Loubet (PT) como primeira-suplente.
A informação foi divulgada pelo jornal Correio do Estado, de Campo Grande.
Segundo a publicação, a iniciativa para a composição partiu da própria parlamentar, diante das dificuldades enfrentadas na corrida eleitoral. A definição, no entanto, ainda dependeria do aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nas pesquisas divulgadas até o momento, a disputa pelas duas vagas ao Senado é liderada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e pelo ex-deputado Capitão Contar (PL).
Em seguida aparecem o senador Nelsinho Trad (PSD), Vander Loubet e Soraya Thronicke. Além do desempenho eleitoral, a senadora também registra o maior índice de rejeição entre os principais pré-candidatos.
Segundo a publicação, a iniciativa para a composição partiu da própria parlamentar, diante das dificuldades enfrentadas na corrida eleitoral
Em entrevista ao Correio do Estado, Vander confirmou a negociação e afirmou que a decisão ainda precisa ser oficializada.
“Ela decidiu ontem renunciar à candidatura de reeleição para compor a chapa como minha primeira suplente. A ideia partiu da própria senadora”, declarou o deputado.
Ele acrescentou que o acordo ainda será submetido ao presidente Lula.
Eleita senadora em 2018 com forte associação à candidatura presidencial de Jair Bolsonaro e o slogan “A senadora do Bolsonaro”, Soraya rompeu politicamente com o ex-presidente ao longo do mandato.
Em 2022, durante a campanha presidencial, Bolsonaro afirmou publicamente que o afastamento ocorreu após a negativa de indicações para cargos de aliados da parlamentar.
Eleita com o slogan “A senadora do Bolsonaro”, Soraya rompeu politicamente com o ex-presidente ao longo do mandato
Desde que assumiu o mandato, Soraya também mudou de partido. Eleita pelo PSL, passou pelo União Brasil e pelo Podemos antes de se filiar ao PSB, já na janela partidária de 2026.
Nos últimos anos, a senadora tem mantido agenda pública mais restrita em Mato Grosso do Sul. Em 2025, foi alvo de vaias durante um evento musical em Campo Grande.
Desde então, tem priorizado a participação em inaugurações e anúncios de programas governamentais com acesso controlado e presença predominantemente de autoridades.


















