COLUNA VAPT-VUPT (*)
“Depois de ter quebrado o Brasil, Lula diz que quer voltar ao poder, ou seja, ele quer voltar à cena do crime. Nós o derrotaremos nas urnas. Lula será condenado nas urnas pela maior recessão da história” …
“O Lula não tem a capacidade de fazer mea-culpa por ter sido o grande orquestrador do até então maior escândalo da história da República, que foi o petrolão” …
As duas frases acima foram ditas, respectivamente, pelo hoje vice-presidente Geraldo Alckmin e pela ex-ministra Simone Tebet, ambos no PSB, partido aliado do presidente Lula. Quando deram essas declarações estavam no PSDB e MDB.
Já a senadora Soraya Thronicke, nova integrante do PSB, participou em 2016 de movimentos de combate à corrupção, integrando grupos como “Pátria Livre” e “Reaja Brasil”, que organizaram protestos contra a então presidente Dilma Rousseff a partir de 2015. Ela esteve no PSL, União Brasil e por último no Podemos.
Antes em campos opostos, os três agora estarão ao lado de Lula e do PT nas próximas eleições. Simone Tebet e Soraya Thronicke, ambas com trajetória política ligada a Mato Grosso do Sul, enfrentam resistência significativa do eleitorado de direita, base que ajudou a elegê-las e da qual se distanciaram ao longo dos mandatos.
Antes em lados opostos, os três agora estarão ao lado de Lula e do PT nas próximas eleições
Em janeiro de 2023, Tebet afirmou que não se elegeria “nem síndica do prédio” onde morava, em Campo Grande . A declaração refletia o impacto do apoio a Lula no segundo turno de 2022 sobre sua imagem eleitoral.
Em pesquisas recentes em seu estado, registrou índices elevados de rejeição, o que contribuiu para a decisão de transferir o domicílio eleitoral, movimento antecipado pelo MS em Brasília ainda em 2023.
A situação de Soraya Thronicke também é delicada. A senadora aparece com alta rejeição e, segundo levantamentos recentes, ocupa a quarta colocação na disputa ao Senado, com cerca de 8% das intenções de voto, mais de dez pontos atrás do terceiro colocado.
Já Geraldo Alckmin não encontrou espaço para disputar eleições em São Paulo, seja ao Senado ou em um eventual confronto com o governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos).
Optou por permanecer como vice-presidente e buscar a recondução ao cargo ao lado de Lula, a quem, no passado, acusou de envolvimento em escândalos de corrupção investigados na Operação Lava Jato.
A situação de Soraya Thronicke também é delicada. A senadora aparece com alta rejeição
Simone Tebet, por sua vez, aparece bem-posicionada em pesquisas ao Senado por São Paulo, mas tende a enfrentar desgaste ao longo da campanha, especialmente pela associação direta com Lula em um estado onde essa ligação pode representar custo eleitoral.
Soraya também buscará a reeleição vinculada ao presidente. Mato Grosso do Sul segue como um dos estados com forte presença do eleitorado de direita, o que amplia o desafio.
Seja em Mato Grosso do Sul ou em São Paulo, o cenário indica risco para ambas.
Tebet terá de convencer o eleitorado paulista de que a mudança de domicílio não foi motivada por intenções eleitorais, tarefa dificultada por seu histórico de críticas contundentes a Lula antes da atual aliança. Já o futuro político de Soraya Thronicke se mostra ainda mais incerto diante do atual quadro.
Seja em Mato Grosso do Sul ou em São Paulo, o cenário indica risco para ambas.
As atitudes de Alckmin, Tebet e Thronicke evidenciam como conveniências moldam trajetórias e relativizam comportamentos antes tratados como indefensáveis, em nome de alianças durante as eleições. Logo, da própria sobrevivência política, motivo indisfarçável de tais posturas.
(*) Vapt-Vupt é uma coluna do MS em Brasília com opiniões sobre determinado fato de interesse público






















