BRUNNA SALVINO, DE CAMPO GRANDE
Segurança alimentar, transição energética, inclusão social e sustentabilidade formam os quatro pilares que orientam o Governo de Mato Grosso do Sul na construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento socioambiental.
Esse conjunto de ações voltou a ser apresentado ao mundo na COP30, em Belém (PA), onde o governador Eduardo Riedel cumpre agendas entre 12 e 13 de novembro.
Ao lado dos secretários de Meio Ambiente, Jaime Verruck e Artur Falcette, Riedel participa de painéis promovidos por entidades como a FNP e a Abema, discutindo projetos e apresentando resultados do Estado.
Na Agrizone da Embrapa, destacou iniciativas que transformam o meio ambiente em ativo econômico, remunerando quem preserva, como produtores, ribeirinhos e comunidades pantaneiras.
Riedel participa de painéis promovidos por entidades como a FNP e a Abema, discutindo projetos e apresentando resultados do Estado
MS Carbono Neutro 2030
A meta de tornar o Estado carbono neutro até 2030 evoluiu para política pública estruturante. Mato Grosso do Sul mantém 38% de vegetação nativa, conserva 84% do Pantanal e reduziu em 51% as emissões agropecuárias entre 2006 e 2022. A matriz energética tem 94% de fontes renováveis.
Programas como o PSA Bioma Pantanal, PSA Brigadas de Incêndio, o Fundo Clima e a Lei do Pantanal consolidam a transição da lógica punitiva para a economia de ativos ambientais. Já o Pacto Pantanal, com R$ 1,4 bilhão até 2030, integra ações de infraestrutura, produção, educação, saúde e preservação.
A meta de tornar o Estado carbono neutro até 2030 evoluiu para política pública estruturante
Transversalidade da agenda
A política ambiental se conecta a outras áreas. O Estado registrou o 2º maior avanço na alfabetização, está entre os líderes em maturidade digital e mantém uma das menores taxas de desocupação e extrema pobreza do país. A estratégia também fortalece saúde, saneamento e resposta a eventos climáticos extremos.
O impacto econômico é expressivo: são R$ 81 bilhões em investimentos privados na atual gestão e R$ 141 bilhões desde 2015. O Estado é líder nacional em florestas plantadas, referência em bioenergia e destaca-se na transição energética, com 22 usinas em operação. Um chamamento público para o mercado estadual de carbono será lançado em janeiro.
O Estado é líder nacional em florestas plantadas, referência em bioenergia e destaca-se na transição energética, com 22 usinas em operação
Licenciamento ambiental
Em painel da Abema, Riedel defendeu um novo marco regulatório de licenciamento ambiental, com foco em segurança jurídica, modernização, tecnologia e descentralização.
Para ele, o tema é central na agenda climática e exige um modelo de governança compatível com os avanços tecnológicos e com a necessidade de integrar desenvolvimento, preservação e inclusão social.



























