BRUNNA SALVINO, DE CAMPO GRANDE
Mato Grosso do Sul se consolida como uma das principais potências globais da celulose, impulsionado por investimentos robustos e por um ambiente de negócios favorável.
Nesse cenário, foi lançada nesta sexta-feira (6), em Inocência, a pedra fundamental da ferrovia do Projeto Sucuriú, que integra a fábrica de celulose da Arauco, atualmente em construção.
Primeira short line do Brasil, a ferrovia terá 54 quilômetros de extensão e vai conectar o complexo industrial da Arauco à Malha Norte, operada pela Rumo.
O objetivo é ampliar a integração logística da produção, reduzir custos e aumentar a competitividade da celulose exportada a partir de Mato Grosso do Sul, por meio de um modal econômico e seguro.
A ferrovia terá 54 quilômetros de extensão e vai conectar o complexo industrial da Arauco à Malha Norte
Durante o evento, o governador Eduardo Riedel destacou que a logística é decisiva para o desenvolvimento econômico. Segundo ele, a nova ferrovia permitirá a conexão direta com a Malha Paulista e, futuramente, com a Malha Oeste, cuja concessão está prevista ainda neste ano.
“Estamos estruturando um sistema logístico completo para escoar a produção até o Porto de Santos”, afirmou.
Riedel também ressaltou os investimentos estaduais em infraestrutura. Somente em rodovias, concessões e na Rota da Celulose, o aporte do Estado chega a R$ 10 bilhões, sendo R$ 1 bilhão concentrado na região do Vale da Celulose.
Na mesma solenidade, foram formalizadas a ordem de início das obras do gasoduto do Projeto Sucuriú, com investimento superior a R$ 170 milhões da MS Gás, e da implantação e pavimentação de dois acessos na MS-377, com aporte estadual de R$ 26,9 milhões. Também foi assinado o contrato de concessão da Rota da Celulose, que será operada pelo consórcio Caminhos da Celulose.
Também foi assinado o contrato de concessão da Rota da Celulose, que será operada pelo consórcio Caminhos da Celulose
Para o presidente da Arauco no Brasil, Carlos Altimiras Ceardi, a nova ferrovia representa um marco nas parcerias público-privadas. “A logística é essencial para o Brasil ser mais competitivo, e Mato Grosso do Sul se consolida como um centro estratégico global da celulose”, afirmou.

A fábrica da Arauco em Inocência tem previsão de iniciar operações até o fim de 2027. Durante a fase de construção, o projeto deve gerar mais de 14 mil empregos, além de cerca de 6 mil postos diretos e indiretos na etapa operacional. O complexo integra um investimento privado de US$ 4,6 bilhões.
Viabilizada a partir do novo marco regulatório das ferrovias, a short line deverá ser concluída no segundo semestre de 2027. Quando em operação, permitirá o escoamento anual de cerca de 3,5 milhões de toneladas de celulose, com destino principalmente ao Porto de Santos.
A fábrica da Arauco em Inocência tem previsão de iniciar operações até o fim de 2027
No campo rodoviário, o contrato da Rota da Celulose prevê investimentos de R$ 10,1 bilhões ao longo de 30 anos, incluindo duplicações, construção de acostamentos e ampliação da capacidade das rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267.
Com informações da Secretaria-Executiva de Comunicação de MS

























