COLUNA VAPT-VUPT (*)
Sabe-se que a maioria dos jornalistas tem sua ideologia assentada na esquerda e não é preciso pesquisa para se chegar a essa conclusão. Em Campo Grande, a direita apanha muito dos meios de comunicação. Políticos e seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro ou da direita do país são acossados por material, invariavelmente, tendencioso.
Querida nas redações, a deputada federal Camila Jara, do PT, conta com uma rede de proteção ideológica em cada veículo de comunicação em Mato Grosso do Sul e mais diretamente na capital, onde ela nasceu.
Em todas as confusões em que ela se meteu desde que entrou para a política, com a eleição para vereadora em 2020, a moça aparece como a “coitada”, a pequena lutadora contra malfeitores.
Em Campo Grande, a direita apanha muito dos meios de comunicação
No caso em que ela teve uma foto nua, da cintura para cima, publicada nos stories do seu perfil no Instagram, a culpa caiu na “disputa política”, como se adversários tivessem invadido seu celular (ver aqui).
Até hoje a polícia não concluiu o que houve. Por certo, de duas, uma: ou ela publicou a foto inadvertidamente, ou alguém acessou sua conta, ambas as situações facilmente rastreáveis. Não pode haver uma terceira hipótese.
Nos bate-bocas na Câmara dos Deputados, onde ela aparece como defensora das pautas dos fracos e oprimidos, artifício que o PT sempre usou para ter votos, foi flagrada em diversas ocasiões com bolsa e roupa de marcas, além de celular iPhone, ostentação do mundo capitalista que a esquerda tanto critica.
Camila foi flagrada com bolsa e roupa de marcas, além de celular iPhone, ostentação do mundo capitalista que a esquerda tanto critica
Meses atrás, Jara atacou uma aposentada que esteve em uma comissão na Casa para denunciar descontos ilegais nos seus proventos de aposentadoria.
O MS em Brasília reproduziu os fatos com precisão (ver aqui), mas as grandes redações de Campo Grande tentaram minimizar a afronta da petista a uma idosa que estava apenas denunciando roubo do seu pouco dinheiro da aposentadoria do INSS.
Na quarta-feira (6) à noite, quase na virada para quinta-feira, Jara se envolveu em caso extremo. Ela agrediu o deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, com forte golpe. As imagens da TV Câmara são claras.
O bolsonarista, ou o político de direita, ou de oposição, não estava sequer olhando para Camila Jara. Ele apenas se juntou a outros deputados que aplaudiam a decisão do presidente daquela Casa de abrir uma sessão, quando é agredido sem motivo aparente e cai (ver aqui).
Jara atacou uma aposentada que esteve em uma comissão na Casa para denunciar descontos ilegais nos seus proventos de aposentadoria
Nos grandes jornais do país, Jara foi retratada como “mulher frágil, de 1,60 m, com 49 quilos, que estava se tratando de câncer”. É como se as atitudes do ser humano pudessem ser medidas pelo seu tamanho físico e não pela gravidade da agressão.
Jara, como se sabe, já chegou a peitar policiais que faziam o trabalho de patrulhamento de encontros na Rua 14 de Julho, regados a bebidas e drogas. Foi em final de dezembro do ano passado. Embriagada, ela não apenas provocou as autoridades ali presentes, como incitou as pessoas contra o trabalho da PM (ver aqui).
A deputada franzina tem-se escorado no seu físico para atacar a todos. A doença dela não pode ser usada para infringir o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados.
Jara, como se sabe, já chegou a peitar policiais que faziam o trabalho de patrulhamento de encontros na Rua 14 de Julho, regados a bebidas e drogas
A agressão de um parlamentar a outro está entre os casos mais graves, passível de cassação do mandato. Repita-se: as imagens são claras, embora as redações em Mato Grosso do Sul tenham brigado contra elas.
Houve agressão covarde. Uma mulher pode ser covarde também quando quer. Não há um código para agressões de homens e outro para agressões de mulheres, pelo menos em um Parlamento, onde todos têm os mesmos direitos e deveres.
Os arroubos, a falta de postura como representante popular, o descontrole emocional e agora as agressões de Camila Jara crescem com a leniência de repórteres de sites, jornais e TVs entre outras publicações. São cúmplices. Editores e diretores também.
A agressão de um parlamentar a outro está entre os casos mais graves, passível de cassação do mandato
Fazem mau jornalismo ao escrever duas ou três laudas (antigamente era assim que se media o tamanho das notícias) para manipular fatos límpidos e impossíveis de serem escondidos por tintas de jornalistas esquerdistas, em um mundo cada vez mais vigiado por imagens.
(*) Vapt-Vupt é uma coluna do MS em Brasília com opiniões sobre determinado fato de interesse público
























