BRASÍLIA
Em reportagem do Estadão, a ministra Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) é desenhada como ferramenta estratégica de Lula para tentar desbancar o governador Tarcísio Gomes de Freitas.
A manipulação passa pela instrumentalização do discurso de que São Paulo nunca teve uma governadora, como isca para atrair eleitoras que hoje apoiam Tarcísio, mas que seriam sensíveis a uma mulher como candidata.
A matéria tenta convencer que Tebet é vista como um elemento mais competitivo que Fernando Haddad ou Geraldo Alckmin. Trata-se de uma pesquisa não registrada no TRE:
Ambos os levantamentos aos quais o Estadão teve acesso foram encomendados por apoiadores de Simone Tebet, que preferiram não se identificar. A iniciativa, no entanto, não partiu da ministra, que tampouco tem se articulado para disputar o Palácio dos Bandeirantes.
Quem seriam esses apoiadores? Mais adiante, na longa reportagem, há uma pista “imperceptível”:
Embora alas do PT incentivem a candidatura de Tebet, especialmente pessoas ligadas ao Grupo Prerrogativas, na prática, petistas ainda veem Haddad e Geraldo Alckmin como os nomes mais consolidados para disputar o governo de São Paulo. Além disso, caso decidisse entrar na corrida, Tebet teria de deixar o MDB: em São Paulo, o partido integra a base de apoio de Tarcísio e não apoiaria uma candidatura de oposição ao governador. A ministra tem evitado comentar o assunto publicamente e diz a aliados que só definirá seu futuro político após uma conversa com Lula.
Mas, ao que parece, segundo as fontes ocultas que consultamos, Haddad cansou de ser humilhado nas urnas. E Alckmin quer jogar parado, porque tem experiência em herdar governos no meio do caminho. A esperança é a última que morre.
Caso a candidatura de Tebet se confirme, a função dela será a mesma de 2022. Ser a face moderada e esclarecida que captura o eleitor que se sente órfão de uma alternativa real, mas que, na prática, entregará novamente a alma e o estado ao PT.
A pronta adesão de Tebet ao palanque de Lula não foi um gesto bem assimilado pela maior parte dos eleitores, mas na reportagem do Estadão isso é relativizado:
A aliança com Lula provoca duas leituras distintas sobre Tebet. Para parte do eleitorado, a aproximação é vista como expressão de sua trajetória política e da convergência ética, e não como subordinação doutrinária. Já as avaliações negativas se concentram entre eleitores que a consideram oportunista ou traidora por ter apoiado o presidente. […]
Tebet não poderia ser candidata pelo PT, pois, hoje, aparece como possível postulante com rejeição baixa. Quando for relacionada formalmente ao PT, essa rejeição mais que dobra, diz ele.
Apesar do que diz a reportagem, não há surpresa nenhuma. Se a candidatura de Tebet acontecer, ela só mostrará que está disposta a trair o seu eleitor novamente e entregar o estado de São Paulo ao controle de quem sempre foi rejeitado nas urnas paulistas.
Texto de Não É Imprensa, parceiro do MS em Brasília



























