ANTONIO CARLOS TEIXEIRA (*)
Na rede social X, tenho insistido numa tese simples: Neymar é útil ao Santos, desde que o treinador saiba usá-lo. Não só taticamente, mas também no momento de reconhecer quando o físico não acompanha mais o ritmo do jogo.
Isso tem se repetido. Neymar vem de lesões sérias, perde intensidade em determinado ponto da partida, o que é absolutamente normal. O problema é que os treinadores parecem ter receio de substituí-lo.
Todos querem Neymar na Copa e parece bem encaminhado para que isso ocorra. O que não dá é o clube pagar o preço desse processo. Hoje, Cuca teve responsabilidade direta pela perda de três pontos em casa.

Já contra o Atlético, a leitura foi clara: era jogo para sacá-lo e reforçar a marcação, com o adversário pressionando pelo empate. Contra o Fluminense, aos 30 do segundo tempo, a história se repetiu. Cuca mexeu em praticamente todo o time, menos nele.
Depois disso, Neymar ainda teve chance de decidir, seja finalizando ou servindo Lautaro. Mas, na sequência, com o time já atrás no placar, tentou um lance de efeito no meio-campo, perdeu a bola e originou contra-ataque.
A comissão técnica precisa priorizar o Santos. Montar um time competitivo do ponto de vista tático, técnico e físico. Neymar e Gabriel juntos no início (ou até parte do segundo tempo) são uma aposta válida. São diferenciados.

Mas passou disso, é troca. O elenco permite. Não faz sentido exigir de Neymar um pique de 30 metros para recompor.
A derrota para o Fluminense passa, sim, por erros individuais: Gustavinho cedendo espaço para Savarino no primeiro gol, Veríssimo desatento na marcação do centroavante no segundo e Brazão falhando no terceiro gol.
No fim, Cuca precisa entender: ajudar Neymar a chegar à Copa é importante. Mas, antes de tudo, é preciso cuidar do próprio time.
(*) Torcedor e sócio do Santos, jornalista, assessor em órgão público, pós-graduado em Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e especialista em Criptoativos – Rastreamento, Ilícitos Criminais e Tributários (RFB).
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