BRUNNA SALVINO | DE CAMPO GRANDE
O candidato do Novo ao Senado por São Paulo, Ricardo Salles, anunciou nesta segunda-feira (28) a desistência da disputa para apoiar Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Ambos aparecem mais bem posicionados nas pesquisas divulgadas até o momento. Do outro lado, as adversárias são Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Em Mato Grosso do Sul, João Henrique Catan, do mesmo partido de Salles, mantém a candidatura ao governo e concentra suas críticas na aliança que sustenta a reeleição de Eduardo Riedel (PP).
Catan tem feito oposição à coligação formada por partidos como PL, Republicanos, PSDB e PSD. O confronto, porém, não se converteu em avanço nas pesquisas.
No levantamento da Quaest divulgado pela TV Morena na sexta-feira (25), ele aparece em quarto lugar, com 3% das intenções de voto, atrás de Fábio Trad (PT), com 12%, e Delcídio do Amaral (PRD), com 6%.
A estratégia levanta uma questão política: se os ataques a Riedel ajudassem a levar a eleição ao segundo turno, o adversário do governador, pelo cenário retratado na pesquisa, seria Trad, não Catan. É nesse sentido que a atuação do candidato do Novo pode favorecer o PT, ainda que não haja aliança declarada entre eles.
O posicionamento de Catan na disputa presidencial também merece esclarecimento. No primeiro debate promovido pelo site Primeira Página e pela Morena FM, ele afirmou que não estava ali para defender Flávio Bolsonaro.
Posteriormente, publicou vídeos nos quais se apresenta como bolsonarista e questiona a preferência de Riedel, cuja aliança em Mato Grosso do Sul contou com a anuência de Flávio.
Na Quaest, Riedel lidera com 51% das intenções de voto. A vantagem é de 39 pontos percentuais sobre Trad, o segundo colocado. Mesmo somados, os outros sete candidatos ficam 26 pontos atrás do governador. Os números mostram o tamanho do desafio para quem tenta mudar o quadro na reta final da campanha.
























