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Estado e 61 municípios saem do vermelho, mas capital segue com avaliação negativa

Tesouro Nacional mostra que Campo Grande não resolveu seus problemas fiscais, ao contrário do Governo e da maioria das prefeituras de MS

REDAÇÃO Por REDAÇÃO
14 de julho de 2021
em Contas
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Estado e 61 municípios saem do vermelho, mas capital segue com avaliação negativa

Sob Marquinhos Trad, Campo Grande se mantém com a situação fiscal ruim, segundo o Tesouro (Foto: Edemir Rodrigues/Secom MS)

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De Campo Grande

Depois de vários anos no vermelho, a maioria das prefeituras de Mato Grosso do Sul conseguiu ajustar suas contas em 2021. É o que revela relatório sobre capacidade de pagamento (Capag), do Tesouro Nacional, que apura as condições de Estados e municípios que precisam contrair novos empréstimos com garantia da União.

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Segundo o documento, dos 79 municípios sul-mato-grossenses, 61 (77,3%) estão com a situação regular perante o Tesouro. Eles tiveram notas A ou B, de acordo com a capacidade de pagamento — apurada com base em três indicadores: endividamento, poupança corrente e índice de liquidez. O objetivo desse medidor é apresentar de forma simples e transparente se um novo endividamento representa risco de crédito para o Tesouro Nacional.

Campo Grande, no entanto, está entre as 18 prefeituras, cuja situação preocupa, em decorrência da nota C, que impede a administração de obter empréstimo externo, além de sinalizar à sociedade sobre a importância da austeridade fiscal. Dos três itens, a capital tem nota A nos indicadores Dívida Consolidada/Receita Corrente Líquida e Obrigações Financeiras/Disponibilidade de Caixa, mas nota C em Despesa Corrente/Receita Corrente ajustada.

Município negativado Classificação
Alcinópolis n.d.
Anastácio n.d.
Anaurilândia C
Angélica n.d.
Aral Moreira C
Bandeirantes C
Campo Grande C
Douradina n.d.
Eldorado n.d.
Jaraguari C
Jardim C
Jateí C
Laguna Carapã n.d.
Naviraí C
Paranaíba C
Ribas do Rio Pardo C
Rio Brilhante C
Rio Verde de Mato Grosso C

Fonte: Tesouro Nacional

Esse é um dos problemas que Marquinhos Trad (PSD) enfrentará, caso decida disputar a sucessão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Entre outras questões, o prefeito terá que defender seus dois mandatos à frente da capital e explicar por que o município — diferentemente do Governo do Estado e de 61 outras cidades — não fez o dever de casa, que é manter a situação fiscal equilibrada, critério que indica “gestão saudável”.

Bom desempenho

O Estado, por sua vez, mudou de nível em abril deste ano, melhorando o conceito sobre capacidade de pagamento. Saiu de nota C para B, o que foi bastante comemorado pelo governador e secretários, como Eduardo Riedel, da Infraestrutura, um dos “pais” dos programas de austeridade do Governo. Dourados também deixou a lista dos “negativados” em apenas três meses de gestão do prefeito Alan Guedes (PP), de nota C para A, feito ainda maior.

Reinaldo Azambuja: gestão marcada por austeridade fiscal (Divulgação)

Em dezembro de 2020, 40 das 79 prefeituras de Mato Grosso do Sul estavam com situação negativada perante o Tesouro Nacional, entre elas Campo Grande e Dourados. No levantamento de abril deste ano, esse número caiu para apenas 18, mostrando que 22 municípios conseguiram se enquadrar dentro dos critérios da Capag, juntando-se aos outros 39 com avaliação positiva.

No documento, o órgão esclarece que o conjunto de dados contém as notas obtidas pelos municípios em cada um dos três indicadores avaliados. “O resultado apurado não é a posição do Tesouro. O cálculo definitivo será feito por ocasião da verificação do cumprimento dos limites e condições para contratação de operações de crédito com garantia da União”, explica nota do Tesouro.

Prefeito Alan Guedes, de Dourados: em 3 meses, colocou ordem nas contas (Divulgação)
Tags: Alan GuedesausteridadeCapacidadeCapagcontasEstadogovernadormarquinhos tradMSmunicípiospagamentoprefeitoReinaldo AzambujaTesouro Nacional
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