BRUNNA SALVINO | DE CAMPO GRANDE
Catarinense de Florianópolis, Bia Tatibana, de 32 anos, mora em Campo Grande há apenas quatro meses. Nesse curto período, um aspecto da cidade chamou sua atenção de forma negativa: a quantidade de buracos espalhados pelas ruas da Capital.
Em vídeo publicado nas redes sociais, ela compartilhou as primeiras impressões sobre a nova cidade. Apesar dos elogios ao trânsito mais tranquilo e ao estilo de vida local, afirmou ter ficado assustada com as condições do asfalto.
Segundo Bia, dirigir em Campo Grande exige atenção constante. “Não sei o que acontece, tem muito buraco. Você desvia de um e cai no outro”, relata.
“Não sei o que acontece, tem muito buraco. Você desvia de um e cai no outro” — Bia Tatibana
Ela afirma que o problema não está concentrado em uma região específica. Na avaliação da moradora, os buracos podem ser encontrados em praticamente todos os bairros, inclusive nas áreas consideradas mais valorizadas da cidade.
“É na cidade inteira. Não adianta tentar fugir de uma rua para pegar outra melhor. Tem buraco em todos os bairros”, comenta. Com o tempo, ela diz ter aprendido quais vias oferecem menos transtornos e passou a utilizá-las com mais frequência.

Nem tudo, porém, gerou críticas. Bia conta ter ficado encantada com a presença constante de araras sobrevoando a cidade. “Elas andam soltas por aí, voando em diversos pontos da cidade”, afirma.
A publicação recebeu dezenas de comentários de moradores que deram boas-vindas à catarinense e ao marido.
Muitos concordaram com as críticas à situação das ruas, mas fizeram questão de destacar qualidades de Campo Grande, como o trânsito menos estressante, o custo de vida mais acessível em comparação com Florianópolis e a grande quantidade de áreas verdes.

Outro tema levantado pelos internautas foi a vida noturna. Bia concordou com a percepção de que a cidade tem pouca movimentação durante a noite.
“Eu queria falar isso, mas não sabia como. Dependendo do lugar, parece que estou sozinha na cidade”, respondeu a uma moradora que mencionou o encerramento precoce das atividades em diversos estabelecimentos.
O vídeo também atraiu comentários de outros catarinenses que vivem em Campo Grande. Keila Altini contou que, poucos meses após chegar à cidade, se surpreendeu ao encontrar uma capivara correndo em frente à sua residência. A presença desses animais é comum em regiões próximas a parques, córregos e lagoas da Capital.

Já o morador Claudinei Thielke afirmou que a cidade não apresentava tantos problemas de infraestrutura no passado. Segundo ele, a manutenção das vias piorou nos últimos anos, embora Campo Grande continue se destacando pela arborização e pela convivência próxima com a natureza.
Amanda Tamaoki também avaliou que a Capital era mais bem cuidada anteriormente. “Campo Grande é gostoso. Ruas largas, fácil retorno. Mas, se viesse há alguns anos, ia amar muito mais. Era mais limpa e muito bem cuidada”, comentou.

Em outra publicação nas redes sociais, Bia revelou que ela e o companheiro adotaram um cachorro que vivia nas proximidades da casa onde moram. O casal também já aproveitou o período na Capital para conhecer municípios do interior de Mato Grosso do Sul.
Prefeitura não responde
Procurada pela reportagem do MS em Brasília para comentar as críticas da nova moradora às condições das ruas de Campo Grande, a Prefeitura não respondeu até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.























