BRUNNA SALVINO | DE CAMPO GRANDE
O primeiro debate entre candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul, realizado nesta segunda-feira (17), às 7h30, não conseguiu atrair a atenção do eleitor. Promovido pela Morena FM e pelo site Primeira Página, do Grupo Zahran, o encontro foi marcado por baixa audiência, críticas ao atual governo e propostas pouco aprofundadas.
Durante uma hora e meia, Daniel Lemes (PCO), Delcídio Amaral (PRD), Fábio Trad (PT), Jeferson Bezerra (Agir), João Henrique Catan (Novo), Lucien Rezende (PSOL) e Renato Gomes (DC) tiveram a oportunidade de apresentar suas posições sobre temas como crime organizado, saúde, infraestrutura e denúncias de corrupção.
O governador Eduardo Riedel (PP) foi o único candidato ausente. No horário do debate, presidia reunião do Consórcio Brasil Central, integrado por Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Rondônia, Maranhão e Distrito Federal.
No horário do debate, Riedel presidia reunião do Consórcio Brasil Central, integrado por Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Rondônia, Maranhão e Distrito Federal
Riedel anunciou na semana passada que pretende participar de apenas dois debates nesta campanha: um promovido por um site de notícias de Campo Grande e outro pela TV Morena, provavelmente nos últimos dias que antecedem o primeiro turno.

O governador argumenta que precisa conciliar a agenda administrativa do Estado com os compromissos da campanha pela reeleição, o que tem dificultado sua participação nos diversos debates para os quais vem sendo convidado.
No encontro desta segunda-feira, os candidatos tiveram dificuldades para aprofundar as discussões e apresentar propostas concretas. Boa parte das intervenções foi direcionada a críticas ao governo estadual, especialmente à política de concessão de incentivos fiscais para atração de investimentos.
Os candidatos tiveram dificuldades para aprofundar as discussões e apresentar propostas concretas
Quando abordaram mudanças em áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura, porém, os concorrentes pouco detalharam como pretendem executá-las, quais seriam as fontes de recursos ou quanto custariam aos cofres públicos.
Saúde e segurança também expuseram fragilidades no domínio dos temas. Em diferentes momentos, respostas sobre segurança pública acabaram direcionadas à valorização das forças policiais, sem maior aprofundamento sobre estratégias para redução da criminalidade.
Também faltaram propostas mais detalhadas para enfrentar problemas específicos de Mato Grosso do Sul, como o crime organizado nas regiões de fronteira e a necessidade de ações integradas com a União para combater o tráfico de drogas, o contrabando de armas e de mercadorias.
Saúde e segurança também expuseram fragilidades no domínio dos tema
Com poucas propostas detalhadas e forte concentração nas críticas ao atual governo, o primeiro confronto eleitoral terminou sem grandes embates ou novidades capazes de alterar, ao menos de imediato, o cenário da disputa pelo Governo do Estado.





















