LARISSA ARRUDA, DE BRASÍLIA
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou, por 19 votos a 12, o pedido de convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB-MS) votou contra a convocação, alinhando-se à base do governo. Já a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que em votações anteriores atuou para evitar depoimentos de figuras ligadas ao PT, não registrou voto desta vez.
Lulinha foi citado em depoimentos sobre o esquema de desvios de salários de aposentados do INSS. Segundo uma das testemunhas, ele teria recebido mesadas de cerca de R$ 300 mil, além de valores que somariam aproximadamente 25 milhões.

As investigações também apontam que o filho do presidente mantinha relação de proximidade, e até possível sociedade empresarial, com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso desde setembro de 2025.
Há ainda relatos de viagens de ambos a Portugal.
O comportamento de Dagoberto confirma seu histórico de alinhamento ao governo Lula, mesmo tendo sido eleito sobretudo com votos da direita em Mato Grosso do Sul.
Durante o governo Jair Bolsonaro, atuou como opositor. Em 2021, deixou o PDT e migrou para o PSDB após avaliar que não teria votos suficientes para se reeleger pelo antigo partido. Acabou conquistando a última vaga destinada aos tucanos pelo quociente eleitoral.
No Estado, além de Soraya Thronicke e Dagoberto Nogueira, o governo Lula também conta com o apoio de outro tucano: o deputado federal Geraldo Resende.





















