BRUNNA SALVINO | DE CAMPO GRANDE
Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (10) mostra o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) na liderança da disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul, com 32% das intenções de voto, considerando a soma das menções para a primeira e a segunda escolhas. Capitão Contar, também do PL, aparece em segundo lugar, com 23%.
O resultado reforça a tendência de os dois candidatos do PL conquistarem as vagas de Mato Grosso do Sul no Senado. Nos últimos dois anos, Reinaldo e Contar têm se revezado nas primeiras colocações das pesquisas, consolidando suas candidaturas na disputa.
Na sequência aparece Vander Loubet (PT), com 12% — 20 pontos percentuais atrás de Reinaldo e 11 pontos abaixo de Contar. A senadora Soraya Thronicke (PSB) registra 11% e está tecnicamente empatada com o petista.
Beto do Movimento (PSOL) tem 6%; Daniel Júnior (Agir) e Roberto Oshiro (Novo), 2% cada; e Luiz Lemes (DC) e Valter da Comagran (PRD), 1% cada. Valderi Garcia (PCO) não pontuou. Votos nulos ou em branco somam 4%, enquanto 6% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
MS em Brasília não divulga pesquisas do Ranking
Os números do Real Time Big Data destoam dos apresentados pelo Instituto Ranking, de Mato Grosso do Sul, em levantamento também divulgado nesta quinta-feira.
O MS em Brasília adota como norma editorial não publicar pesquisas desse instituto por considerar que há pontos obscuros nos números apresentados em diversos levantamentos.
A empresa responsável pelo Ranking responde a processos judiciais. Em novembro de 2025, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou a A. J. Ueno Pesquisa, Consultoria e Mídia pela divulgação de pesquisas irregulares durante as eleições de 2022 (veja aqui).
Com sede em Campo Grande, a empresa é responsável pelas pesquisas do Instituto Ranking sobre cenários eleitorais nacionais, estaduais e municipais. Na decisão, foi condenada ao pagamento de multa de R$ 53.205.
Segundo o processo, praticamente todas as pesquisas divulgadas pelo instituto nos últimos anos foram financiadas pela própria empresa, sem emissão de nota fiscal nem comprovação da origem dos recursos.






















