LARISSA ARRUDA | DE BRASÍLIA
Autora da declaração de que o presidente Lula (PT) foi o principal articulador do Mensalão e do Petrolão, esquemas que desviaram bilhões de reais dos cofres públicos (ver vídeo abaixo), a ex-ministra Simone Tebet (PSB) voltou a chamar atenção por uma declaração de forte conteúdo político, desta vez direcionada ao bolsonarismo.
Em entrevista à Jovem Pan na última segunda-feira (8), a pré-candidata ao Senado por São Paulo afirmou esperar que o bolsonarismo seja “varrido da face da Terra e do país” para que a chamada “verdadeira direita” volte a ocupar espaço relevante no cenário político nacional.
Segundo Tebet, o Brasil precisa de uma oposição racional, independentemente do posicionamento ideológico. Na avaliação da ex-ministra, projetos sectários e excessivamente focados na disputa pelo poder acabam dificultando o avanço de pautas importantes para o país.
Ela também defendeu o fortalecimento de uma direita conservadora que dialogue com partidos de centro e de esquerda. Tebet se define como uma política de centro e deixou o Ministério do Planejamento em março deste ano para se dedicar à pré-candidatura ao Senado por São Paulo, onde deverá contar com o apoio do presidente Lula.
A ex-ministra afirmou ainda que chega às eleições de 2026 entre a tristeza e o otimismo. Segundo ela, em 2022 havia a expectativa de que a polarização política diminuísse nos anos seguintes, o que não ocorreu.
Para Tebet, o debate público continua excessivamente preso a disputas ideológicas, e o eleitor precisa ter liberdade para escolher candidatos com base naquilo que considera melhor para sua vida e para o país.
Segundo Tebet, o Brasil precisa de uma oposição racional, independentemente do posicionamento ideológico
Mudança de domicílio
Simone Tebet decidiu transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo após enfrentar resistência do eleitorado de Mato Grosso do Sul à sua pretensão de disputar uma vaga no Senado.
Em todas as pesquisas divulgadas à época, a ex-ministra do governo Lula aparecia entre a quarta e a quinta posições, além de registrar elevados índices de rejeição.
A possibilidade de deixar Mato Grosso do Sul para concorrer por outro Estado foi antecipada pelo MS em Brasília no início de 2023. Na ocasião, durante entrevista à imprensa nacional, Tebet afirmou que, em seu Estado de origem, não seria eleita “nem síndica do próprio prédio”.
Simone Tebet decidiu transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo após enfrentar resistência do eleitorado de Mato Grosso do Sul
A previsão acabou se confirmando. Sem viabilidade eleitoral em Mato Grosso do Sul, a ex-ministra transferiu seu domicílio para São Paulo, onde tentará chegar ao Senado com o apoio do presidente Lula e da estrutura do governo federal.





















