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Home Editorial

Arrecadação cai, Riedel dá resposta imediata e ordena corte de gastos no Estado

Governador age rapidamente para manter o equilíbrio das contas, medida ignorada por 8 anos nas gestões de Trad e Adriane na capital

REDAÇÃO Por REDAÇÃO
6 de agosto de 2025
em Editorial, Opinião
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Arrecadação cai, Riedel dá resposta imediata e ordena corte de gastos no Estado

No controle, governador Eduardo Riedel agiu rapidamente ao detectar queda de arrecadação e aumento de gastos (Imagem produzida com auxílio da IA)

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EDITORIAL

O governador Eduardo Riedel deu resposta rápida à sociedade ao constatar o menor sinal de desequilíbrio nas contas públicas. Determinou medidas temporárias, com a revisão dos gastos, para não prejudicar a programação de investimentos e garantir a sustentação financeira dos programas sociais.

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Demonstrou a importância de preservar a resiliência das finanças públicas, sem perder o foco da gestão, de manter o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico. Em 2025, a estimativa é que Mato Grosso do Sul tenha o segundo maior aumento do Produto Interno Bruto.

Ao mesmo tempo, Campo Grande não tem tido a mesma resiliência dos últimos governos — de Reinaldo Azambuja (2015-2022) e agora com Eduardo Riedel (2023-2026).

Riedel demonstrou a importância de preservar a resiliência das finanças públicas, sem perder o foco da gestão

Faz seis anos — desde maio de 2019, quando o site foi criado — que o MS em Brasília publica reportagens sobre a situação crítica das contas do município, com base em relatórios e levantamentos da Secretaria do Tesouro Nacional.

A edição de um decreto pelo governador, publicado terça-feira (5), foi necessária por razão inequívoca: as despesas atingiram o limite prudencial, ao mesmo tempo em que as receitas próprias caíram. Era, portanto, momento de frear a máquina por um instante e refazer o caminho.

Com o manche nas mãos, o copiloto Rodrigo Perez, secretário de Governo e Gestão Estratégica, conduziu as discussões com as demais secretarias, as quais chegaram a esta conclusão: economizar para que o Estado mantenha os investimentos, sem aumentar impostos, como o ICMS, cuja alíquota, de 17%, é a menor do país.

Com o manche nas mãos, o copiloto Rodrigo Perez, secretário de Governo, conduziu as discussões com as demais secretarias

O governador “contaminou” sua equipe no sentido de manter vigilância permanente em relação ao equilíbrio das contas. Havia três caminhos: ou cortar as despesas de custeio, suspender os investimentos em saúde, educação e infraestrutura, ou aumentar impostos.

Optou-se pelo “mais simples”, que é reduzir gastos, preservando as pessoas, sem onerar a produção e o consumo, e mantendo obras fundamentais para os municípios. Por “mais simples”, entenda-se como medida que leva o Estado a cortar a própria carne, assumindo a responsabilidade sozinho.

“Estamos atravessando um momento complicado do ponto de vista financeiro e orçamentário. Isso acontece no Brasil inteiro, e como sempre digo, temos que der dedo no pulso com os gastos públicos. Estamos dando mais um passo nesse sentido ao assinar este decreto, para que Mato Grosso do Sul continue com as premissas essenciais de equilíbrio fiscal e sem aumentar impostos”, justificou o governador.

“Estamos dando mais um passo nesse sentido ao assinar este decreto, para que Mato Grosso do Sul continue com as premissas essenciais de equilíbrio fiscal e sem aumentar impostos” — Governador Eduardo Riedel ao assinar o decreto

As gestões em Campo Grande — primeiramente com Marquinhos Trad (PDT), que renunciou ao cargo de prefeito em abril de 2022, e depois com Adriane Lopes (PP) — deram de ombro aos constantes alertas do Tesouro Nacional sobre o estouro dos limites de despesas, especialmente em relação ao funcionalismo. A falta de responsabilidade de Trad e Lopes, no período de 2017 a 2025, levou a capital ao fundo do poço em relação à saúde fiscal.

Mais de 98% das receitas correntes líquidas estão comprometidas com despesas fixas. Campo Grande não dispõe de recursos nem para pagar a limpeza da cidade. O caos na saúde persiste há anos, obras estão paralisadas, o que não impede a prefeita de pagar altos salários a um grupo privilegiado de funcionários.

O governador Eduardo Riedel deu prazo de 10 dias para que seus secretários apresentem planilhas com redução dos gastos. Estão, por exemplo, proibidas despesas com o pagamento de horas extras, passagens e diárias aos servidores, corte de até 25% dos custos de contratos, suspensão de compra de veículos novos, equipamentos e mobiliários.

Mais de 98% das receitas correntes líquidas estão comprometidas com despesas fixas. Campo Grande não dispõe de recursos nem para pagar a limpeza da cidade

Com essas medidas, o governador Eduardo Riedel oferece aos gestores públicos exemplo gratuito sobre como restabelecer o equilíbrio das contas, repita-se, sem empurrar a responsabilidade para o cidadão.

Buscou-se dentro do próprio governo soluções para resolver o problema, sem as quais o desequilíbrio poderia se acentuar e tornar-se maior, como ocorreu em Campo Grande. A capital está neste momento ingovernável, graças à falta de gestão.

Equilíbrio fiscal não é uma expressão qualquer para causar impacto durante as eleições. É tão importante quanto cortar o cigarro para não afetar o funcionamento dos pulmões.

Tags: adriane lopesausteridade fiscalcampo grandecopilotocortes gastoscortes recursoseconomiaeditorialEduardo Riedelgastos públicosgoverno do estadomarquinhos tradMato Grosso do SulMedidasrodrigo perez
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